Gerenciamento de crise precisa ser em tempo real

 em Relações Públicas

Nos últimos dias não houve um profissional de comunicação que não ficou sabendo do caso ocorrido com a TV Globo e o jornalista William Waack. Depois de fazer comentários racistas durante os bastidores de uma gravação sobre as eleições americanas no ano passado e ter o vídeo vazado nas redes, Waack foi duramente criticado pelo público.

O episódio pode parecer incomum, mas casos semelhantes têm ocorrido com uma frequência cada vez maior em tempos de Mídias Sociais e ânimos políticos aflorados. Diante disso, o gerenciamento de crise tem se mostrado uma das principais ferramentas da comunicação para lidar com um problema que pode destruir anos de reputação, ou ainda, no melhor dos casos, fortalecer a imagem de um profissional ou uma companhia.

A TV Globo mostrou que aprendeu muito desde o último episódio semelhante, quando o ator José Mayer foi acusado de assediar uma funcionária da emissora. A companhia agiu rápido e afastou William Waack em menos de 24 horas.

Se a atitude foi a mais justa diante do jornalista, fica difícil analisar neste primeiro momento; mas sem dúvidas, foi o melhor que uma companhia poderia ter feito diante de um assunto grave e que poderia causar danos sérios à sua imagem.

O resultado foi de que todos acabaram entrando em um consenso de que a atitude foi a mais sensata. As críticas perderam o tom agressivo, e algumas delas até mesmo se converteram em elogios à atitude da TV Globo.

Um belo exemplo da necessidade de se estar conectado no que está acontecendo na sociedade e ter coerência mesmo em um momento que demanda decisões ágeis. Não há mais o luxo de se demorar na resposta. Ela precisa ser ágil e eficiente.

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