Pokémon GO reforça caráter social do ser humano

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Pokémon GO reforça caráter social do ser humano

Já são incríveis 20 anos desde o primeiro “choque do trovão”. Durante duas décadas, Pikachu e companhia cativaram crianças do mundo inteiro, mas ao que parece 2016 é o ano em que eles podem promover uma verdadeira revolução. O recém-chegado Pokémon GO traz a captura de monstrinhos para a vida real e torna realidade um antigo sonho dos fãs.

Desde seu início, Pokémon já demonstrava o poder de relembrar as pessoas de que elas são, acima de tudo, seres sociais. As crianças trocavam criaturas com os amigos para ampliar suas conquistas dentro do game. Tudo que cercava Pokémon era febre, desde um álbum de figurinhas até o desenho animado. Novos pokémons foram criados com o passar dos anos e a marca se mostrou capaz de conquistar novas gerações de crianças, que a gente supõe estarem quase sempre presas aos seus smartphones. A força da marca e o carisma do Pikachu foram decisivos para manter Pokémon como um dos maiores êxitos comerciais da Nintendo.

Sucesso sem precedentes

Dizem que em time que tá ganhando não se mexe, mas a gente deve agradecer à Nintendo por ter mexido no seu time mesmo quando ele estava em alta. Em uma iniciativa que resgata os antigos fãs e cria um novo patamar para aplicativos, a marca lança o game de realidade aumentada Pokémon GO, que coloca os pokémons em pontos reais do mapa e permite às pessoas capturá-los.

Menos de uma semana depois do lançamento, o jogo já é responsável por uma alta de US$ 11 bilhões no valor de mercado da Nintendo. O sucesso certamente era esperado, mas veio num patamar que surpreendeu ao mais otimista diretor da empresa japonesa.

Por que é tão bom?

Muitos estão tentando encontrar as razões que fazem de Pokémon GO algo tão especial.

O primeiro ponto a se destacar é o resgate de um público que estava adormecido, mas que jamais se esqueceu da jornada de Ash e sua obsessão por se tornar um mestre Pokémon. Inúmeras crianças da década de 90 cresceram e se viram “órfãs” ao verem que a incrível aventura, mesmo guardada com carinho na infância, havia acabado. Pokémon GO é como um balde de água gelada em fãs adormecidos, que despertam como verdadeiras crianças que eram quando conheceram Ash e Pikachu.

A plataforma escolhida talvez seja a maior razão para o sucesso estrondoso do novo game. Smartphones se tornaram extensões dos braços das pessoas. Daí o caráter viciante do jogo e também seu potencial para conquistar pessoas que não sabem dizer o nome de três pokémons. É difícil determinar o limite para Pokémon GO em termos de engajamento.

O terceiro ponto, não menos importante, é a utilização de realidade aumentada. O recurso desperta muita curiosidade nas pessoas e ainda está em fase de exploração por parte das marcas. Neste caso, conta muito a história de “sair na frente”, ou seja, ter a ideia certa para aproveitar um recurso cujo potencial total ainda é desconhecido.

“SOCIAL” levado a novo patamar

Falar em êxito de estratégias de “social” (pode ler “sô-chal”, como costumamos falar) é chover no molhado. O crescimento vertiginoso do Facebook fez essa palavra ecoar por todos os cantos e virar um mantra em estratégias digitais. O que poucos profissionais dessa área poderiam imaginar é que um rato amarelo elétrico seria responsável por redefinir o termo e abrir um novo universo de possibilidades para marcas e empresas.

A utilização da realidade aumentada aliada à nostalgia da marca fazem de Pokémon GO um case histórico de marketing digital. O jogo reforça algo que já sabíamos, mas às vezes nos esquecemos: somos seres sociais. O sucesso de Facebook, Twitter e companhia já deixava isso claro, mas Pokémon GO traz essa percepção para a realidade.

Quem joga não se limita à tela de seu smartphone. Tem de andar pela cidade para capturar novos Pokémons e, no trajeto, pode interagir com outros treinadores (ou jogadores) para falar sobre o game.

Temos um novo paradigma a ser trabalhado por marcas e agências. A busca por uma sintonia fina entre real e virtual. A tela do celular já não basta. Pokémon GO nos faz lembrar que lá fora também há vida. E ginásios, centros Pokémon, Pokéstop…

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