76% das mulheres acreditam que seus retratos na publicidade fogem da realidade

 In Mercado

A publicidade está presente no dia a dia de todo o ser humano e durante todo o dia nós somos expostos a ela. Mas quando essa publicidade quer falar por nós ou nos representar, com o que nos deparamos não condiz com a realidade.

A nova pesquisa divulgada pelo Kantar sobre a autoestima da mulher brasileira, mostra que 76% das mulheres entrevistadas não se sentem representadas ou enxergam verossimilhança na publicidade e que, os homens, falam 7 vezes mais e aparecem 4 vezes mais do que elas. 

O estudo “What Women Want – Uma análise da Autoestima Feminina no Brasil” traz cinco insights importantes para a publicidade brasileira sobre as mulheres:

Revelar histórias não contadas: o primeiro insight é visibilizar às mulheres que tenham sido esquecidas ou intencionalmente excluídas da história. Isso permite criar um vínculo entre o público e mulheres reais que podem servir de inspiração. A marca Pinup Girl mostra modelos de diferentes raças e tipos físicos, celebrando a diversidade feminina sem depender de estereótipos.

Clube da Luluzinha: as redes sociais e os espaços exclusivos para o público feminino podem ser uma excelente oportunidade para promover as marcas e obter colaborações e ideias incríveis que surgem quando as mulheres trabalham juntas no seu negócio. Existem já muitos espaços seguros em comunidades e grupos de Facebook que permitem que as mulheres conversem entre si sobre assuntos em comum.

Eu sou multifacetada: outro ponto fundamental é mostrar as mulheres tal e como elas são, sem julgamentos e nem censuras sobre como devem ser seus comportamentos. Isso vai além da liberdade de expressão para um verdadeiro encorajamento e celebração de quão estranhas e maravilhosas as mulheres podem ser. É por isso que as marcas devem se preocupar em apresentar as mulheres como criadoras, contribuidoras e administradoras de dinheiro e não simplesmente como “gastadoras”.

Além da diversidade: o discurso da diversidade precisa evoluir para o de interseccionalidade, inclusão e representação, tendo muito cuidado com a diversidade inautêntica ou simbólica, aquela que é superficial. A marca precisa realmente mostrar e refletir as experiências de seus diferentes públicos e elaborar campanhas que falem sobre suas preocupações e necessidades.

Amplificando vozes: é fundamental dar visibilidade para aquelas mulheres que geraram uma grande revolução ou enormes mudanças, as changemakers. Amplificar suas vozes permite estabelecer uma conexão mais efetiva com o público feminino em geral. O Twitter criou em 2014 um perfil específico para compartilhar e consolidar assuntos e conquistas importantes para o público feminino.

Sintonizado com elas: dar o poder para as próprias mulheres transformarem aquilo que é verdadeiramente importante para elas, quebrando os tabus e ignorando as convenções de categoria para inovar de verdade, são desafios chave para que as mulheres se sintam realmente representadas na publicidade dos dias de hoje. As mulheres devem ter a capacidade de assumir o controle de todos os aspectos de suas vidas, tanto do corpo quanto do emocional.

O estudo completo está disponível clicando aqui.

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